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Eduardo Luke
Cantor,
guitarrista, compositor e produtor paulista. É o nome por trás do
projeto
Bananaterapia. Seu primeiro CD chama-se Vol.01 (lançado pela
NumberOne Music), onde mostra suas composições e arranjos
influenciados pela MPBlack. No momento encontra-se em estúdio
gerando o segundo "filho", como ele se refere ao novo CD.
Qual é a sua profissão/ocupação principal?
Atualmente me dedico apenas à minha carreira artística. Não
preciso usar terno e gravata e, ao invés de um escritório, costumo
passar o dia dentro de um estúdio... e agradeço a Deus por
isso...rs.
Qual a sua idade e há quanto tempo está no ramo?
Tenho 26 anos e o meu primeiro cachê foi ganho aos 9 anos de
idade, quando cantava em jingles publicitários.
Desde quando você tomou a decisão de seguir esta
carreira?
Com uns 16 anos eu vi que não tinha mais jeito, deu "P.T"...
rs. Já estava no meu sangue, e eu já sabia que nunca iria ser um
cara feliz se fizesse outra coisa. Foi ai que me entreguei. E não
me arrependo.
Sua família apoiou sua decisão no início?
No começo não muito, pois é uma carreira muito incerta,
principalmente pra quem não leva a sério e acha que é só moleza,
farra, oba-oba... Como os meus pais conhecem bem a realidade da
coisa, eles queriam ter certeza de que ser músico é o que eu
realmente queria da minha vida. Queriam saber se eu realmente
estava disposto a levar a música a sério.
E agora, apóia?
A partir do momento que viram que eu não estava prá
brincadeira, me deram total apoio. Acho vital para qualquer jovem
conquistar o apoio dos pais, seja na carreira que for.
O que o inspirou a seguir essa carreira?
Acho que o mesmo que todo mundo: os ídolos... E, também, na
primeira vez que subi num palco, de cara senti que aquilo é algo
que me dá muito prazer... O lance da troca de energia, se
expressar através da música, uma experiência única, tesão puro!
Achei fascinante.
Quais os artistas que mais lhe inspiraram na sua
carreira?
No começo, além dos ídolos que eu já tinha na família: Donny
Hathaway, George Benson, Luis Vagner, Stevie Wonder, Djavan, Black
Rio, Jaco Pastorious, Filó Machado, Michael Jackson, Jackson 5,
Earth Wind and Fire, Tim Maia, Chic Corea, Rush, Samambaia, Al
Jarreu, Viralata, Manhattan Transfers, Jane Duboc, Average White
Band, Elza Soares, Take 6, Gilberto Gil, AC/DC, Conexão Japeri,
Chico Buarque, Tower of Power, SOS Band, Som Nosso De Cada Dia,
Dexter Wansel, Don Betto, Joni Mitchell, Marcos Valle, Deep Purple,
Marvin Gaye, Isle Brothers, Yes, Trio Mocotó, Brecker Brothers,
Milton Nascimento entre muitos outros. De uns anos pra cá,
adicionei a cabeceira: Incognito (Inner Shade e Citrus Sun), Mondo
Grosso, Berimbrown, Akimbo, Funk Como Le Gusta, Meshell Ndgeocello,
Lenine, Light Of The World, Seal, Screaming Headless Torsos,
Soulive, Brand New Heavies, Jamiroquai, Don-E entre muitos
outros...
O quê você procura fazer de diferente em seu
trabalho?
Eu não forço a barra com esse negócio de tentar ser diferente.
Na verdade nem me preocupo em ser inovador, tão pouco exótico. Eu
faço um som que agrada o meu coração e a originalidade vem
naturalmente, através da minha personalidade, minha alma e minha
pegada.
Qual o perfil do seu público?
Fico muito feliz em dizer que é o mais variado possível. No
meu show tem gente de todo tipo, estilo, idade e classe social...
No final, tá todo mundo junto na pista, na mesma vibe! E isso é
lindo. No Brasil os caras de gravadoras multinacionais ficam com
essa burrice de divisão de público, perfil, fatia disso, fatia
daquilo... E o mercado está do jeito que está. E ao invés de
tomarem uma atitude positiva, os caras ficam dentro dos seus
escritórios se achando o máximo, exibindo suas calculadoras para
as secretárias gostosonas... Tá mais que comprovado que o
brasileiro gosta é de música boa e que se investirem nisso, vão
ter resultados. Só não enxerga quem não quer... Os recentes
estouros de artistas (segundo eles elitizados) como Jorge Vercilo,
Maria Rita e Ed Motta são provas mais do que vivas...
Que ferramentas você usa para divulgar o seu
trabalho?
Além dos meios tradicionais, a internet tem sido incrível para
o meu trabalho. Acho demais a rapidez do contato e da interação
com o público. Em poucos cliques o sujeito de qualquer lugar do
mundo entra no meu site e fica por dentro de praticamente tudo
sobre o meu trabalho. Fantástico.
Quais são seu projetos para o futuro?
No momento estou gravando meu segundo CD, sucessor do VOL.01.
É muito bom voltar ao estúdio depois de um ano e meio de shows...
O novo disco está cheio de novas idéias e com uma sonoridade muito
orgânica e viva. Não vejo a hora de ficar pronto e pôr ele no
mundo.
Quem são seus maiores parceiros e
colaboradores?
Nesse próximo disco tenho parcerias autorais com Daniel
Carlomagno, Edu Tedeschi e Chico Teixeira. Gosto muito desses
caras e é uma honra compor com eles. Outra galera que considero
muito são os meus amigos músicos, verdadeiros parceiros de groove:
Bruno Coppini, Beto Paciello, Daniel Baeder, Cuca Teixeira, Tuto
Ferraz, Betô Corrêa, Dudinha Lima, Gustavo Barros etc... Pra mim é
um presente poder fazer um som com esses bambas.
Como você obtém recursos para os
seus projetos autorais?
Infelizmente não sou um cara muito bom nesse papo de business,
rs. A gravadora Number One Music é que se encarrega dessa parte.
Que conselhos você dá para quem está começando a carreira
agora?
Se você realmente ama e respeita a música, não pense duas
vezes, mergulhe de cabeça e seja feliz! Agora, se o seu negócio é
ser "famoso", por favor saia pelado em uma revista, entre no Big
Brother, mas poupe os nossos ouvidos.
Na sua opinião, quais serão as tendências na música para os
próximos anos?
Apesar de eu sempre desejar que tudo melhore, que o nível de
qualidade continue crescendo e que os responsáveis pelo mercado
tomem vergonha na cara, eu não tenho previsão alguma. Pois é tudo
muito imprevisível. Já cansei de ouvir os boatos do tipo que
sempre rola, "gravadora tal vai falir", "vão acabar com o jabá",
"vão aumentar o jabá", "esse ano ninguém faz show", "a coisa vai
ficar feia", "a próxima onda é a lambaneja do Amapá" e etc...
Esses boatos são pura perda de tempo, então prefiro me concentrar
no presente, na minha música e um abraço.
Que livro ou material você recomenda para
quem pretende se aprofundar nesta carreira?
Noites
Tropicais do Nelson Motta, faz um apanhado geral no que já
aconteceu nesse país. E principalmente ouvir muito CD, ler as
fichas técnicas e aproveitar a internet que está aí cheia de
informações riquíssimas.
Que outro tipo de arte você pratica ou curte?
Gosto de tudo. Literatura, fotografia, teatro e principalmente
cinema. Como hobby, tenho uma câmera de vídeo MiniDV, uma ilha
Final Cut e gosto produzir uns curtas com meus amigos que também
se amarram em arte. Entre esses amigos tem atores, roteiristas,
estilistas e músicos, tanto profissionais quanto amadores... E o
mais curioso, é que, mesmo sendo algo despretensioso, tem saído
filmes muito bacanas que estão agradando por ai... Estamos até
estudando a possibilidade lançar algumas dessas coisas. Tenho me
divertido muito nessa área.
Quais são seus
personagens de animação/quadrinhos/literatura favoritos?
Nada de X-Men, Wolverine e similares... Na minha infância eu
curtia mesmo é os personagens light ligados ao humor, tipo Zé
Carioca, Patolino, Tom & Jerry, Pica-Pau, Turma da Corrida Maluca,
Pernalonga...
Que sites você costuma visitar
com freqüência?
Sempre vou mudando. Ultimamente ando fuçando muito aqui:
www.soultracks.com
Quantas horas você trabalha por
dia?
Entre 6 e 8 horas. Se for no meu som fico até mais.
Onde você mora/trabalha?
Moro na Granja Viana em SP, local bom pra quem gosta de
tranqüilidade, de verde e do clima de cidade de interior. Tudo
isso estando apenas a 20 minutos do caos...
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Links relacionados:
Bananaterapia >>
www.popmidia.com.br/bananaterapia
CD Vol.01 >>
www.submarino.com.br
Site oficial >>
www.eduardoluke.com
Soul Tracks >>
www.soultracks.com
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